28 de dez de 2013

Everything About You Capitulo 8 - Primeiro dia no S.Antonio Hing School (Parte I)


Algumas semanas depois...

Anna Marie On

Eu não via Austin a algumas boas semanas, por conta de meu pai que não me deixava sair de casa, mas não que isso me deixasse triste, digo em relação a ver Austin, para mim era uma alegria ficar longe daquele idiota, quanto mais longe melhor. O que me preocupava era que amanha iniciaria o ano letivo, e ai você se pergunta, por que isso te preocupa? Você ira rever seus amigos se alegre, esse é o problema eu não tenho amigos aqui, vai ser como no Brasil sozinha, pois lá eu estudava em escola diferente do meus amigos e agora estou a km de distancias deles, vai ser horrível ser a garota excluída novamente, posso fingir que isso não me afeta e que não ligo, mas eu ligo e muito, me machuca saber que ninguém me quer ao lado, é doloroso saber que ficaria sozinha, da uma imensa vontade de fugir, eu até tentei ontem, mas doutora Michele me encontrou perto da House’s Casilli, uma casa abandonada, sinistra para falar a verdade, que fica a duas quadras da casa dela e 4 quadras da minha.

Hoje era terça e eu estava na casa da doutora Michele, motivo? Uma sessão, eu precisava conversar e mais sensato ser com ela, por que com meu pai não há dialogo, ele só sabem me criticar e criticar quem eu sou.

- por que pretendia fugir querida? – perguntou-me Michele me entregando um copo de coke. Eu agradeci pegando o copo e a olhei tentando ter coragem de falar que estava com medo da escola, me achava infantil por aquilo.
- tenho certeza que não serei bem aceita na escola. – comentei olhando minhas mãos entrelaçadas.
- ah querida não pense assim, tenho certeza que encontrara uma amiga. – disse ela ternamente.
- eu não sou muito social. – disse colocando meu copo sobre a mesa de centro.
- mas querida você é incrível, eu nunca conheci alguém que tenha sua vontade de mudar o mundo, você que não mudara ele, mas sabes que está fazendo a sua parte e o seu melhor, como alguém não irá gostar de você? – indagou ela olhando-me atentamente, receber aqueles elogios me deixaram encabulada, eu não sabia que era tudo aquilo, ou eu tentava dizer a mim mesma que eu não tinha qualidades, era o que todos diziam e eu comecei a acreditar que era verdade.
Eu nada respondi a Michele apenas fitei meu copo e por um curto tempo me encolhi no sofá. Eu não estava vivendo a melhor face da minha vida, meu pai parecia me odeia, minha mãe estava longe demais para me consolar, meus amigos devem ter esquecidos de  mim afinal eles nem eram tão amigos assim, e eu me sentia sozinha, ali todos pareciam me odiar, minha presença parecia incomoda para eles, o que eu tentava não ligar, mas a cada dia parecia mais difícil, agora ainda mais a escola que amanha eu teria que enfrentar.



Fui desperta de meus devaneios com a voz de Michele que dia algo como: “Você não deveria ter medo de viver”, mal sabia ela que eu nem vida tinha mais.
- aconteceu algo querida? Quer me contar? – indagou Michele tocando minha mão esquerda que repousava pela guarda do sofá.
Eu a olhei e apenas disse.
- não é que preciso voltar para casa. – larguei o copo enquanto me levantava, Michele também fez o ato de levantar, a mesma sorriu para mim e disse.
- quer que eu a leve?
- não será necessário são apenas alguns quarteirões irei sozinha. – disse forçando um sorriso agradeci pelo apoio dela e logo sai daquela casa, logo seguindo meu caminho.

Não demorei muito a chegar a casa, parei a frente da casa e a fitei, aquele lugar não parecia meu lar, lar é um lugar onde gostamos de estar, onde podemos ser nos mesmo e sentimos que somos amados, e ali naquela casa eu não tinha nada daquilo, meu pai era um idiota que depois de anos sem ligar pra mim resolveu tentar me “recompensar”, mas que não está conseguindo, eu o odeio por ter largado minha mãe e eu quando pode, ele era apenas um idiota cursando medicina em Dallas quando minha mãe o conheceu, ela um brasileira bonita e bem apessoada chamaria atenção de qualquer universitário americano, e foi assim que tudo aconteceu, um caso que durou até minha mãe descobrir a gravidez e esse idiota aquém tenho que chamar de pai a largou, sozinha e desamparada num pais que não era o seu, o único jeito que ela achou foi de voltar ao brasil e continuar sua universidade lá, por que sabia que se ficasse nos EUA não conseguiria me criar, e eu a admiro por ter tido a coragem de encarar tudo sozinha ela foi um guerreira, a minha guerreia, mas agora ela estava longe e eu? Eu estava precisando muito de um abraço dela.

[...]

No dia seguinte acordei com meu pai batendo na porta freneticamente, ontem eu não havia o visto quando entrei em casa, uma sorte, pois ele iria me fazer um interrogatório.
Abria a porta e encontrei ele com cara de poucos amigos.
- onde esteve ontem à noite? – indagou ele.
- a casa de Michele. – disse simples entrando no banheiro carregando minha roupa para eu tomar um banho.
- a Psicóloga? – perguntou ele assim que eu fechei a porta em sua cara.
- ela mesma. – respondi, eu não estava me importando muito com ele, por incrível que pareça eu preferiria me arrumar pra ir a escola do que falar com ele.
Ouvi ele resmungar mais algumas coisas mas nem me importei, entrei debaixo do chuveiro e fiquei desfrutando de meu banho, mesmo sendo cedo o calor já era grande em San Antonio, e nada melhor do que um banho frio para acalmar o tal.
Não demorei muito no banho, apenas o necessário para me sentir limpa, logo que sai tratei de secar-me e vestir a roupa que havia trago comigo, um sorte jeans e uma blusa de mangas compridas, mas de tecido fino, era calor, mas mesmo assim eu tinha algo a esconder por debaixo daquelas mangas e não desejaria que ninguém visse.


Quando voltei ao quarto não encontrei, mais meu pai, agradeci mentalmente não estava a fim de ouvi-lo ainda mais se ele fosse me dar um sermão sobre não sair de casa sem o avisar, eu sabia que fazer aquilo era errado, mas eu nunca consegui ter uma “amizade” com meu pai, ele parecia não gostar de mim e eu comecei a nutrir um mesmo sentimento por ele.

Peguei minha mochila em cima da cama e desci devagar escadas, na intenção de não chamar a atenção não queria que meu pai falasse algo, já a frente da porta da frente eu pude ouvi passos então me apressei a abrir a porta, e antes de fechar a mesma o ouvi me chamar, mas eu apresei-me queria evita-lo.

Já algumas ruas longe de casa, percebi que parecia estar sendo seguida, mas sempre que olhava para traz não via ninguém além de alguns adolescente que também estavam indo para casa, mas ninguém suspeito, aquela sensação de ter alguém me seguindo não parecia passar, só parecia aumentar a cada passo que eu dava, o que me fazia ter uma pontada de medo, mas eu tentei ignorar tal sentimento e continuei meu caminho até a escola, que não demorou muito, logo já estava a frente de San Antonio High School, uma bela escola devo admitir. Muitos alunos já estavam ali a maioria deles estavam em seus grupos e parecia que eu não era a única novata, por se tratar de uma high school muitos alunos de escolar elementar estavam ali, mas parecia que todos iriam para o 1º ano do high school enquanto eu iria para o 3º ano, o penúltimo ano do high school americano e que equivale ao segundo ano do ensino médio no Brasil, sim eu estava um pouco atrasada por conta da confusão que minha vida se tornou com o processo para quem ficaria com minha guarda.

Caminhei tímida até a entrada do prédio, recebendo alguns olhares, deveria ser pelo fato de eu ser a única que usava uma blusa de magas longas ali, mas eu não liguei apenas segui meu caminho na intenção de achar a secretaria para saber direitinho como seria meu horário, eu temia isso por que eu não conhecia nada naquele escola e pelo que eu soube não são os professores que saem da sala quando toca o sinal e sim os alunos, tipo universidades, e aquilo me deixava mais tensa pelo fado de que eu teria que percorrer o colégio sozinha sem saber onde ficava nada.

Com muita dificuldade encontrei a maldita sala da direção, onde eu receberia assistência. Assim que entrei encontrei mais alguns adolescentes pegando seus horários e junto deles um garoto que não me tinha um rosto estranho, eu o fitei por alguns segundos, mas assim que ele me fitou eu desviei meu olhar, mas temo que ele tenha notado minha nada discreta encarada. Mas tentei o ignora-lo pois agora quem em encarava era ele.
Logo chegou minha vez de pegar meu horário, me aproximei do balcão onde atrás tinha uma mulher de no máximo 36 anos, cabelos morenos e olhos cor de mel, linda, lembrava minha mãe, tentei esquecer isso disse meu nome, como todos os outro haviam dito.
- Anna Marie Robens.
Ela olhou-me por alguns instantes e logo abriu um sorriso que por um momento me assustou.
- Ah meu deus você é a filha de Evan Robens? – eu nada disse apenas assenti, o sorriso da mulher apenas aumentou e ela logo disse num intuíamos grande. – Sou Daina, sua uma grande amiga do seu pai. – disse ela um pouco alto chamando a atenção de todos da sala o que me fez ficar com mais vergonha do que já estava. Eu sorri sem jeito, tentando ser simpática, mas na verdade eu queria era mandar ela calar a boca e me dar logo meu horário.
Ela logo começou a contar algumas coisas sobre meu pai, mas eu não queria saber só queria o horário das aulas e nada mais.
- Diana certo? – perguntou e ela assentiu. – então eu queria saber os horários das minhas aulas. – disse tentando ser o mais doce possível.
- ah sim, me desculpe, bem vejamos. – ela falou remexendo em uma caixinha cheia de papéis. – aqui está. – disse ela me entregando um papel com as disciplinas da semana, eu agradeci, quando estava prestes a sair ela disse.
- mande lembranças ao seu pai querida. – eu apenas a olhei e sorri por educação e me apressei para sair dali.

Estava vendo que meu primeiro dia não seria bom.

Continua

Bom eu queria me desculpar por ter demorado tanto tempo para postar, mas é que eu realmente estive ocupada, minha mãe teve a brilhante ideia de fazer tudo da ceia de natal em casa e quem vocês acham que teve que ajudar? Yeah ME, mas tudo bem já passou e eu consegui terminar de escrever o capitulo que eu acho que ficou grande, então eu espero que tenham gostado. O que será que vai acontecer com a Anna Marie nesse 1º dia? Garoto novo na parada? Será que Austin vai aparecer? Deixem seu palpite nos comentários!!

Goodbye Guys :3

Continua com 5 comentários!!


6 comentários:

  1. Continua gata!! Eu amo as suas fics!! Pode parecer um pouco puxa saco mas eu sou assim msm haha continuaaa

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  2. Continuaa
    Mt perfeito msm
    Eu ñ faco a menonor ideia de quem seja mas espero q seja mino novo na parada
    Xx

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  3. Creio que seja guri novo, e que o austin deve ficar cm mais ciumes ainda u.u

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