11 de mai de 2014

Last Kiss- Imagine






               -S/N Narrando- 


      Mais uma vez tudo foi para baixo da descarga. Me levantei e me olhei no espelho. Olheiras, boca seca, descabelada e olhos sem brilho. Limpei minha boca e me sentei no chão.  Me levantei com dificuldade, minhas pernas não me obedeciam mais, estava magra, sem forças.

      Segui em direção ao grande espelho que havia no meu quarto e me olhei, tendo a visão completa do meu corpo. Magra e esquelética, até onde eu tinha ido? Me sentei na cama já em lágrimas, não me importava com mais nada. 

       Só queria acabar com isso logo. Fui até a comoda e abri a pequena gaveta, dentro estava a minha fiel companheira. 


  Minha lâmina.


  (...)



      As risadas me atordoavam, não se pode mais andar nos corredores em paz. Tentei ignorar e andar o mais rápido possivel até a sala. Quando finalmente consigo entrar e me sentar, suspiro alto. Pego meu livro na bolsa e começo a ler. Romeu e Julieta, tão romantico, tão lindo, tão trágico. Alguns minutos depois a sala se enche de pessoas e, como sempre, ninguém se senta perto de mim. 


           (...)


      Chego em "casa" e não encontro Cristina, melhor assim. Subo até meu quarto e me sento na cama, estou cansada. Da escola. Das pessoas. Da minha "mãe". 

         Da minha vida.

      Me estiquei até a comoda e peguei a lâmina, que eu havia deixado em cima de tudo. Preciono contra meu puldo várias veses, deixando cortes profundos. O sangue logo se espalha, pingando no chão e espirando em minha blusa. Me sentia tão bem, que nem sentia mais a dor. Estava leve como uma pluma, flutuando... Até que tudo começa girar, eu tento me levantar e acabo indo de encontro ao chão.

   
      Um grito escapa da minha garganta quando minhas pernas atingem o chão, com um som de algo quebrando. Grito mais uma vez sentindo a dor se espalhar pelo meu corpo. Minhas bochechas estavam úmidas com lágrimas, e minha gargatanta estava doendo, com os gritos de socorro.

  
      Como sei que ninguém apareceria tento me levantar, sem sucesso. Minha oerna lateja e eu sinto outra pontada por ela. Grito outra vez quando me apoio pela mão, acbo desabando outra vez.


      Deitada, dolorida, sozinha, destruída. Eu sabia que ninguém viria, já havia me concientizado com isso, até que ouço passos na escada. Passos apressados.


       Minha porta abre subitamente e alguém entra, um garoto, consigo ver.Ele se aproxima e me pega no colo.


       - Vai ficar tudo bem...- ele sussurra e eu apago.


     (...)


      Abri os olhos me acostumando com a claridade forte. Olhei para o lado e alguém se encontrava no meio do caminho, entre a porta e minha cama.


       - Senhorita S/N Greison, que bom que acordou- o médico, percebo pelo jeito que fala e pela roupa, sorri para mim


      - O que aconteceu?- pergunto tentando me levantar


      - Sem muitos esforços senhorita- ele me repreende- Respondendo sua pergunta, você está com Anemia Profunda ou Leucemia, se preferir. Sua alimentação irregular deve ter causado isso, está muito magra para a sua faixa etária, está ciente disto?


       - L-leucemia? Como?


       - Bem, você estará em observação e não poderá sair até estar estável. Acompanharemos seu tratamento de longe após isto.- ele se afasta e vai até a porta- Tenha uma boa noite.


       Me virei para o lado da janela com dificuldade. Fiquei observando o céu com lágrimas rolando, até adormecer.


            * Meses Depois * 


       - Austin! Me solta!- gritei enquanto Austin me girava no ar


       Austin, meu vizinho, foi o único que me apoiou com a minha doença. Minha madrasta, Cristina, deixou dinheiro suficiente para meu tratamento e se mandou. Ele foi quem ficou responsável pelo dinheiro, por ter 19, também foi ele que me ajudou com as coisas, ele quem cuidou de mim, ele quem estava lá quando eu precisei. Ele foi meu anjo.


   
       - Ok S/N, você venceu!- resmungou me colocando no chão, eu ri- Ta rindo de que?


       - Nada- respondi ainda rindo, ele me pegou pela cintura, aproximando nossos corpos, eu parei de rir e ele sorriu


       - Por que não ri agora?- perguntou ainda sorrindo, me apertando mais nossos corpos


       - Austin...- sussurrei e ele acabou com o espaço entre nó, selando nossos lábios. 


        Nossas línguas travavam uma batalha dentro de nossas bocas, movimentos leves e precisos. Intensifiquei o beijo puxando-o para mais perto. Rompemos o beijo por falta de ar, ofegantes.


       - Uau- exclamei sorrindo, ele retribuiu o sorriso e ficamos nos encarando por algum tempo.



      De repente tudo começou a girar, me apoiei em Austin, que m olhou preocupado.


       - S/N?- a voz dele parecia distante- Você está bem?


       Não consegui responder, apenas apaguei.


    (...)


      - Ela vai ficar bem?- uma voz distante pergunta, não sei distinguir quem, mas a voz é familiar


       - Não sabemos Senhor Mahone, ela teve uma grave recaída, pode não sobreviver- outra voz, um pouco mais próxima fala.


      Aos poucos vou recobrando minha consciência, abro meus olhos devagar e encontro Austin sentado ao meu lado.


       - O-oque houve?- minha voz sai baixa, mas como só havia nós dois no quarto ele ouviu


       - Você teve uma recaída forte, está se espalhando outra vez...- ele disse com lágrimas nos olhos- Não quero que vá....


       - Eu não vou te deixar...- digo com lágrimas nos olhos também, sinto pontadas fortes em todo corpo e o aparelho ao meu lado indica meus batimentos acelerados.


         - Narrador Narrando -


        Os dois sabiam que estava chegando a hora dela partir. Ele, tanto quanto ela, não queriam se separar. Queriam ficar juntos, mesmo que por pouco tempo.


        I still remember the look on your face
 Lit through the darkness at 1:58
                 The words you whispered for just us to know
                          You told me you loved me, so why did you go...     
   Away, away


        - Austin... Está doendo...- ela resmunga


        - Eu prometo, isso vai passar.- ele afirma sorrindo.


    I do recall now, the smell of the rain
            Fresh on the pavement, I ran off the plane
     That July ninth, the beat of your heart
    It jumps through your shirt
    I can still feel your arms



       As lágrimas dos dois se misturam quando ele se inclina por cima dela e lhe dá um selinho demorado e intenso. 


   I never thought we'd have a last kiss
   I never imagined we'd end like this
   Your name, forever the name on my lips


      Ela fecha os olhos, ele lhe dá outro selinho, ela sorri entre as lágrimas e o aparelho apita. O monitor que marcava seus batimentos, agora estava com um riso, indicando seu coração parado. 


      Ela se foi.

  
      Ele ficou.


      - Eu sempre vou te amar S/N.


    I never thought we'd have a last kiss
    I never imagined we'd end like this
    Your name, forever the name on my lips

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HEEY!!

Voltei para arrasar corações e causar lágrimas com um Imagine simples :) 

Por mais algum tempo eu vou ficar fora... Eu só postei esse imagine pra não ficar aquele peso de Nothing Feels Like You na próxima fic e tals. Só um lembrete :
A próxima fic vai ser pesada, então quem não gosta de criminal não critique, não xingue e não leia se não gosta. Eu não me importo, faço as fics pra quem quer e não pra todas ;)

Amo vocês!! <3



4 comentários:

  1. ameiii cheguei a chorar serio msm mt perfeito
    tipo me lembro do filme:"um amor para recordar"
    Cara eu amo fic criminal e tenho certeza de q vai ser perfeito como a outra
    XX

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  2. Ahhh que lindo!
    É de chorar, ficou muito perfeito!
    Parabéns, que incrível!
    Mas enfim, mal posso esperar o criminal, continue U.u

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  3. Biih!! Sua vaca, me fez chorar!! Ta mto perfeito, mesmo com esse final!! A Fanfic vai ser pfta como todas!! :3

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